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sexta-feira, 6 de junho de 2008

O Ultimato Bourne


Título original: The Bourne Ultimatum
Ano de lançamento (E.U.A): 2007
Direção: Paul Greengass

Desculpem pela demora, mas aconteceu um pequeno acidente com meu computador, tanto que vim postar agora no computador de meu irmão, já que ele não está em casa rsrsrs.
Raramente eu gosto de filmes de ação. Na sua grande maioria esse tipo de filme é fantasioso ao extremo, possui um roteiro cheio de tiros e pouca história, dramaticidade e conteúdo. Olhem Steven Seagal, um dos homens vivos que mais detesto no mundo. Mas toda regra tem exceção e reconheço que existem sim excelentes filmes de ação, onde além de vários aspectos, possui uma estória mais carregada dos gêneros de drama e policial, embora se classifique como um filme genuinamente de ação. E o espetacular O Ultimato Bourne é um claro exemplo disso, onde se sobressai por apresentar outro gênero também; espionagem.

Terminando sua trilogia com chave de ouro e da melhor maneira possível o último filme da saga é antecidido por A Identidade Bourne e A Supremacia Bourne, ambos filmes muito bons, sendo o primeiro superior e como o segundo embora bom tenha sido dirigido por Paul Greengass pensei que o terceiro iria ser inferior aos outros dois, já que ele também assume a direção deste. Feliz engano. Uma grande importância para ser ressaltado na saga Bourne é o suspense eletrizante passado em todos os três filmes. Suas cenas de perseguição no meio da multidão são marcantes, principalmente neste último.

Esse elemento a mais no filme se deve à primorosa e sensacional edição da película, feita por Christopher Rouse, e um dos melhores aspectos senão o melhor da obra. É uma montagem eletrizante e empolgante, revelando claramente o estilo de dirigir do Paul. Logo no início do filme, nos vimos numa cena onde Jason Bourne tenta se encontrar com um homem que lhe tem informações no meio da multidão. Mas ao telefone eles ficam rodando a multidão, tentando desviar os agentes que o estavam perseguindo do caminho. É simplesmente espetacular a união tão bem feita entre direção, montagem, som e trilha sonora nessa cena.

No fime Jason Bourne (Matt Damon) é um homem que vive sem país e passado após ter sido submetido a um tratamento degradante do qual não se lembra. Ele na verdade é um ex-agente do programa Treadstone, que se revoltou com o programa e agora a C.I.A está atrás dele. Não lembrando de nada ele decidiu sumir, mas a C.I.A o encontra mais uma vez e ele novamente se torna um alvo, vendo mais uma oportunidade de descobrir sobre seu passado. Matt Damon está mais uma vez soberbo no papel do herói, e acreditem; não queiram brigar com ele rsrs. Destaque também para David Strathairn. É ótimo também ver o amadurecimento que o personagem vai absoverndo com o passar do tempo nos três longas e como isso o ajudou.

O Ultimato Bourne foi na minha opinião um dos melhores filmes do ano passado e deveria, porque não, ser muito mais lembrado no Oscar além das 3 merecidas (principalmente montagem) estatuetas que levou. Quem sabe uma indicação a empolgante e consistente direção do Paul Greengas, o qual venho me tornando mais fã. Enfim, procurem assistir esta excelente trilogia, que fecha com um dos melhores filmes de ação e espionagem de todos.

Cotação: 9.0